1- EM PRIMEIRO LUGAR, PROCURE RESPOSTAS:
Por quê muitos alunos, mesmo estudando inglês por muito tempo, não falam?
Por quê muitos alunos passam por todas as etapas até chegar ao avançado e ainda assim tem bloqueios?
Qual é o critério utilizado pelas escolas e professores para classificarem um aluno como básico, intermediário ou avançado?
O seu curso tem material didático ou metodologia? Qual é o conteúdo programático?
2- GRUPO OU INDIVIDUAL?
O grupo deve ter no máximo quatro pessoas, caso contrário, é impossível obter a atenção necessária. Qualquer dúvida, por menor que seja, gera sérios bloqueios. A aula individual tende a ser mais produtiva, pois é personalizada.
3- PROFESSOR BRASILEIRO OU ESTRANGEIRO?
O professor estrangeiro tem desempenha um papel importante audição, pois geralmente fala mais do que o aluno. Muitos alunos têm tido aulas com estrangeiros por muito tempo e, ainda assim, não conseguem autonomia para a construção de sentenças ou frases, embora às vezes tenham boa compreensão, o que já é muito positivo, mas, para se ter fluência é preciso ter completo domínio no uso, na ordem e na estruturação do idioma, missão fácil para o professor que conhece os dois idiomas e sabe a diferença entre ensinar ou simplesmente traduzir.
4- E O ACCENT (SOTAQUE)?
O Inglês é um idioma único. As diferenças entre americano ou britânico são meramente regionais. Aliás, quem há de dizer que não gostaria falar fluentemente com qualquer sotaque? Imagine que você seja um ótimo professor de português com sotaque do interior ou algum outro e um estrangeiro rejeite sua aula, pois o mesmo trabalha em uma empresa carioca e quer aprender o “português carioca”, insistindo que “as duas línguas” são diferentes. Será que o brasileiro teria de ter aulas de português caso tivesse que mudar para um outro estado brasileiro? Também é interessante lembrar que para sofrer influência de um sotaque você teria de ter muito mais convívio com o sotaque do que simplesmente algumas horas de conversação. Lembre-se: você deve visar falar o idioma e ter consciência de que será um brasileiro falando inglês, da mesma forma que diariamente nos deparamos com estrangeiros falando o português com seus próprios sotaques. Se você pensa que o sotaque é importante procure, primeiramente, aprender a falar e depois procure um curso de fonética. E importante saber diferenciar pronúncia e sotaque. Saiba que existem apenas alguns grupos de palavras que precisam ser pronunciadas corretamente em inglês.
5- O QUE É INGLÊS PARA “NEGÓCIOS”?
Inglês é um idioma único. Caso seu único problema seja vocabulário técnico, você resolve isso com leitura de livros ou artigos na sua área, ou ainda, buscando na Internet uma lista de palavras utilizadas para diferentes áreas. O que você faria se um estrangeiro te pedisse para ter aulas em “português para a área médica”?
6- CONVERSAÇÃO OU GRAMÁTICA?
Desenvolver conversação em sala de aula sem gramática é possível.
Desenvolver livremente a conversação fora da sala de aula, sem conhecimento dos conceitos estruturais é impossível.
7- POSSO COMPRAR UM LIVRO DE GRAMÁTICA E ESTUDAR SOZINHO?
É válido, porém GRAMÁTICA é algo isolado e dispersivo enquanto ESTRUTURA envolve conhecimento sobre ordem e seqüência sendo isso fundamental para a fluência.
8- AS AULAS DEVEM SER EM PORTUGUÊS OU INGLÊS?
Para entender melhor essa questão imagine como você ensinaria português para uma pessoa que fala apenas o japonês. É fundamental que se compreenda a estrutura da língua falada pelo aluno.
9- DEVEMOS TRADUZIR?
Não traduza palavras isoladas. Tente associá-las. Entretanto, quando a questão for conceitual e estrutural, é mais fácil criar sentenças buscando parâmetros de comparação com sua própria língua.
10- COMO AVALIAR A QUALIDADE DO MATERIAL E A EXPERIÊNCIA DO PROFESSOR?
Só concluímos a eficiência do(s) livros(s) quando, ao final do oitavo ou décimo livro, pudermos avaliar se progredimos em quantidade de livros ou realmente aprendemos. Você precisa aprender inglês e não somente se envolver em livros. Quanto á experiência do professor, o fato de um brasileiro ter morado por vários anos em um país de língua inglesa não o qualifica como professor, tampouco o estrangeiro terá mais experiência por ser nativo da língua. Procure um professor que tenha o ensino do inglês como profissão e não somente como uma atividade temporária de remuneração.